Fuji Rock Festival ‘07 – Parte II

Voltei! Demorou mas vou postar a continuação do artigo sobre o Fuji Rock…

… Onde parei mesmo?? Ah… lembrei…

Então, chegamos lá! A primeira tarefa árdua do dia era achar um lugar naquela multidão para fincar nossa barraca. Após muito andar, conseguimos um lugarzinho no alto da montanha. Detalhe: era um barranco!! Isso mesmo, dormiríamos no barranco. Mas àquela altura do campeonato não poderíamos nos dar ao luxo de escolher…

Montamos a barraca e o som do bom e velho rock n’ roll já começava a ecoar, trazido pelos ventos da montanha. Mais que depressa fomos em direção à entrada do festival, ou melhor, entrada do paraíso. Sempre via as fotos do pessoal que já tinha ido e pensava comigo: “Um dia será eu quem vai tirar essa foto”… aqui está!

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Ah, já ia me esquecendo. Os tickets do show eram trocados por pulseiras, evitando assim a falsificação. Mais pra frente falarei sobre essas pulseiras. Bom, entramos! Tudo muito gigante, demorou um pouco para cair a ficha. O clima era fantástico. Sol, pessoas bacanas, natureza pra todo lado, música boa. De posse do Timetable, tivemos que nos desdobrar para ver os shows que queríamos, afinal ir de um stage ao outro era uma missão e tanto.

Para começar, uma volta de reconhecimento. E aqui, íamos nos surpreendendo cada vez mais. Atores fazendo performances teatrais, um rio que trazia suas águas límpidas e geladas, lojas vendendo os mais diversos artigos, decoração surreal, trilhas na mata… Enfim, tudo muito impactante.

Cinco e meia da tarde. Kings of Leon no palco. Começava a esquentar. Fim do show e corremos para outro stage. Ocean Colour Scene. Lotado! Nem deu para ver o show todo, pois no palco principal a próxima atração seria ninguém menos que MUSE!!!! Sem sombra de dúvida, pelo menos para mim, a principal atração do festival. De uma hora pra outra, o stage ficou lotado. E eles não decepcionaram!! Entrou para o hall dos melhores shows da minha vida! Muita luz, efeitos especiais no telão, os riffs gritantes da guitarra e o dedilhar suave do piano de Matthew Bellamy… Putz, fim do show e estava tão elétrico que não consegui ficar para assistir à próxima banda: The Cure!… Isso mesmo, não assisti! Mesmo sabendo que “Boys don’t cry” marcou minha adolescência, não pude ficar. A fênix era maior!!

Psy, Psy, Psy… Não, não estávamos numa rave. Era um festival de rock. Corremos para o Red Stage. Lá, todos os dias do festival, à partir das 23 horas rolava uma “session balada”. Groove Armada, Ratatat, e, para nossa surpresa, Dj Chernobyl… Um brasileiro nas pickup’s tocando uma mistura de sons, que ia do psy ao funk carioca, levando os japas à loucura. Moídos, era hora de voltar para a barraca. Só de pensar na caminhada…

Algumas horinhas de sono e prontos para mais um, e nosso último, dia de festival. Banheiros e pias para lavar o rosto e escovar os dentes estavam disponíveis em vários lugares do campsite. Voltamos, sob um calor infernal. Vamos lá: Scafull King (banda japa muito legal), Less Than Jake (O maior circle pit que já vi na vida), The Ataris (não conhecia, mas gostei), Kaiser Chiefs (Ruby, Ruby, Ruby, Ruby… ah, ah, ah, ah, ahhhhh), Feist (Linda voz canadense para acalmar um pouco) e… Enfim, BEASTIE BOYS!! Não precisa nem de apresentações né?

Fisicamente bem diferentes daqueles meninos que abalaram o mundo há 25 anos atrás, afinal o tempo passou e os cabelos brancos vieram. Musicalmente, iguais. Foi um show e tanto. Novamente eléticos, bora pro Red Stage! Muitos djs… um japa de nome Takkyu Ishino foi o ápice. Mais acabados que no dia anterior, pois o cansaço acumulara, não queríamos ir embora. Era sabido que ao cruzar a portaria, não voltaríamos mais.

Ainda em tempo, algumas ponderações acerca da organização do evento.

Postos de checagem – Em pontos estratégicos, haviam diversos postos de checagem das pulseiras. Ao se deparar com um, era preciso levantar o braço onde a pulseira estava colocada para que os staff’s do festival fizessem a verificação. Uma cor para cada dia de show evitava a entrada ou a permanência de pessoas nos locais dos shows.

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Banheiros – Geralmente escassos nesse tipo de evento, sempre havia um quando menos se esperava. Porém, as gigantescas filas – principalmente nos términos dos shows – e o mau cheiro eram os pontos negativos.

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Área de alimentação – Uma fartura só! Comidas e pratos típicos de diversos países – menos do Brasil! – saciavam a fome da galera. Os preços eram acessíveis em se tratando de um evento fechado. Como não haviam mesas, o pessoal se arranjava em qualquer canto para fazer uma boquinha.

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Segurança – Ponto forte do festival. Sem nenhuma ocorrência de briga ou confusão, o clima de paz e amor prevaleceu. Nem mesmo nos shows mais “pesados” elas ocorreram. Os poucos seguranças que vi, apenas aqueles em frente aos palcos para controlar as filmagens e fotos que os fãs insistiam em fazer, não tiveram muito trabalho. Na área de camping, podia-se deixar objetos de valor – como filmadoras, máquinas fotográficas, rádios – dentro e fora das barracas sem preocupações.

Iluminação noturna – Um show à parte. Trilhas iluminadas por lanternas coloridas, globos brilhantes, laser e canhões de luz desenhando as árvores, velas decoradas por todo canto… Era emocionante caminhar por entre a mata iluminada.

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Reciclagem – Em tempos de aquecimento global, nada mais consciente. E não era de se esperar nada diferente, pois no Japão inteiro a reciclagem já é uma atividade corrente. Mas não pense que só de jogar a sua garrafinha pet ou seu prato no local indicado era o bastante. Exemplifico: A garrafinha d’água era preciso separar a tampa, retirar o rótulo de plástico e a garrafa pet. O prato de comida era jogado no lixo de papel, o resto de comida no lixo orgânico e o garfo de madeira em outro latão. Isso que é reciclagem!!!

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Epílogo

Bom, dito isso tudo, vamos ao nosso epílogo. No domingo, terceiro dia de festival, não ficamos. Era preciso voltar para casa, afinal a viagem seria longa e segunda-feira era dia de batente! Ao acordarmos, já bateu uma sensação de “quero mais”. O som das primeiras bandas já era ouvido. Arrumar as mochilas, desarmar a barraca e se despedir de tudo foi doloroso demais. Parecia filme hollywoodiano! Colocamos um pé nas escadas do ônibus e olhamos para trás… Era preciso subir. Pela janela, aquela multidão de cores que nos surpreendeu quando chegamos ficava cada vez mais distante. E o som, inaudível. As pessoas, menores. O coração, acelerado. O sentimento, de dever cumprido…

4 Comentários

  1. Bia disse,

    Setembro 4, 2007 às 11:51 am

    NOSSA!!! Emocionante tudo isso ae!!!

    Deu uma vontade de estar lá… :)

    Um dia eu me senti assim… foram dois dias… de dois shows da mesma banda! E não existia problemas, não existia cansaço, não existia dor… tudo era perfeito! Lindo!

    Oportunidades não faltarão pra novos festivais… novos eventos, né? heheheeh
    Ve se convida! :P hauhauhau

    Beijos

    Texto foda!!!

  2. Bia disse,

    Setembro 4, 2007 às 11:52 am

    wow… correção, né?

    “…não existiaM problemas…” hehehehe

  3. Bia disse,

    Setembro 10, 2007 às 11:17 pm

    ai, ai!!! não vai falar sobre a última balada??? foi tããããão legal!!! uhauhauhauhauhaauhauha :P

    beijos

  4. Bia disse,

    Setembro 23, 2007 às 1:47 am

    ai, ai!
    espero que a inspiração venha… que as coisas aconteçam…
    e que a vontade de “não conseguir viver sem escrever” volte! :P

    beijo


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