A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke – Parte II

Atendendo aos pedidos de minha grande amiga Bia Mayumi…

“Cavalgar, cavalgar, cavalgar, pela noite, pelo dia, pela noite. Cavalgar, cavalgar, cavalgar.
E a coragem tornou-se tão lassa e a saudade tão grande. Não há mais montanhas, apenas uma árvore. Nada ousa levantar-se. Cabanas estrangeiras agacham-se sequiosas à beira de fontes lamacentas. Em nenhum lugar uma torre. E sempre o mesmo aspecto. É demais, ter dois olhos. Só à noite, às vezes, pensa-se conhecer o caminho. Talvez à noite tornemos sempre a refazer a jornada que penosamente cumprimos sob o sol estrangeiro? Pode ser. O sol é pesado como, entre nós, em pleno estio. Mas foi no estio que nos despedimos. Os vestidos das mulheres brilhavam longamente sobre o verde. E agora há muito tempo que cavalgamos. Deve ser, pois, outono. Pelo menos lá onde tristes mulheres sabem de nós”

1 Comentário

  1. Bia disse,

    Julho 26, 2007 às 9:31 pm

    ihihihihi…!!!
    mais! mais! mais!!!!

    beijo!

    ps: tá começando a encaixar as palavras na minha cabeça!:P


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