A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke – Parte III

O DE LANGUENAU vira-se na sela e diz: “Senhor Marquês…”.
Seu vizinho, o pequeno, delicado francês, a princípio falara e rira três dias inteiros. Agora não sabe mais nada. Está como uma criança que quisesse dormir. Há poeira pousada na sua fina gola branca de renda. Não repara nisso. Descai lentamente na sela de veludo…
Mas o de Languenau sorri e diz: “Tendes uns olhos estranhos, Senhor Marquês… Certamente, sois parecido com vossa mãe…”.
Então, o francesinho torna a reanimar-se, e sacode a poeira da gola, e é como novo.

Todo carnaval tem seu fim…

Meses atrás veio a notícia: “Los Hermanos separam-se por tempo indeterminado”. Não sei por que, mas já me ocorrera que isso poderia acontecer mais dia, menos dia. Todos os indícios levavam a esse fim, uma vez que os seus integrantes tinham, a muito, co-projetos concomitantes à banda.

Em seu último CD, 4, ficou claro a ruptura musical existente entre Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo, cabeças do grupo. Leia o resto deste post »

A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke – Parte II

Atendendo aos pedidos de minha grande amiga Bia Mayumi…

“Cavalgar, cavalgar, cavalgar, pela noite, pelo dia, pela noite. Cavalgar, cavalgar, cavalgar.
E a coragem tornou-se tão lassa e a saudade tão grande. Não há mais montanhas, apenas uma árvore. Nada ousa levantar-se. Cabanas estrangeiras agacham-se sequiosas à beira de fontes lamacentas. Em nenhum lugar uma torre. E sempre o mesmo aspecto. É demais, ter dois olhos. Só à noite, às vezes, pensa-se conhecer o caminho. Talvez à noite tornemos sempre a refazer a jornada que penosamente cumprimos sob o sol estrangeiro? Pode ser. O sol é pesado como, entre nós, em pleno estio. Mas foi no estio que nos despedimos. Os vestidos das mulheres brilhavam longamente sobre o verde. E agora há muito tempo que cavalgamos. Deve ser, pois, outono. Pelo menos lá onde tristes mulheres sabem de nós”

A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke

Poesia! Decidi regar esse bacalhau com um fio de poesia. E das melhores! Segue trecho do livro que dá nome a esse post. Assim será até finalizar esse poema, escrito por Rainer Maria Rilke a um só fôlego numa noite de 1899, totalizando 28 post’s… Gostaria muito que acompanhassem essa epopéia. Marcou-me demasiadamente! Talvez faça o mesmo contigo…

“… Em 24 de Novembro de 1663, Otto von Rilke em Languenau Granitz e Ziegra, próximo a Linda, foi investido da porção do domínio de Linda, deixada por seu irmão Cristóvão, tombado na Hungria; teve, no entanto, de dar uma reversal em virtude da qual ficaria nula e sem consequências a sua investidura no caso de seu irmão Cristóvão (que, segundo a certidão de óbito, tinha morrido como porta-estandarte da companhia do Barão de Pirovano, regimento de cavalaria imp. austr. de Heyster) voltar…”

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In: RILKE, Rainer Maria. Canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke. São Paulo : Globo, 2001.

Japão. Surpreendente!

Meu caro público pagão,

Desde que finquei os pés por essas bandas, dia não há que não me surpreenda. Nesse país em que tudo irritantemente funciona, nós brasileiros ainda nos maravilhamos com algumas facilidades. Talvez pelo fato de que em nossa terra natal se faça jus ao lema: “Se podemos complicar, porque facilitar”…

Aqui, por onde quer que andes, achas uma daquelas máquinas contendo desde refrigerantes até café, passando por cigarros, energéticos, pães, chás, bebidas tônicas, sorvetes, nas quais apenas uma moedinha é o suficiente. E isso nos mais longínquos e inimagináveis lugares do país! Pois bem… Leia o resto deste post »

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