Fuji Rock Festival ‘07 – Parte II

Voltei! Demorou mas vou postar a continuação do artigo sobre o Fuji Rock…

… Onde parei mesmo?? Ah… lembrei…

Então, chegamos lá! A primeira tarefa árdua do dia era achar um lugar naquela multidão para fincar nossa barraca. Após muito andar, conseguimos um lugarzinho no alto da montanha. Detalhe: era um barranco!! Isso mesmo, dormiríamos no barranco. Mas àquela altura do campeonato não poderíamos nos dar ao luxo de escolher…

Montamos a barraca e o som do bom e velho rock n’ roll já começava a ecoar, trazido pelos ventos da montanha. Mais que depressa fomos em direção à entrada do festival, ou melhor, entrada do paraíso. Sempre via as fotos do pessoal que já tinha ido e pensava comigo: “Um dia será eu quem vai tirar essa foto”… aqui está!

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Fuji Rock Festival ‘07 – Parte I

Inesquecível!!… Se tivesse que definir o Fuji Rock Festival ‘07 em uma palavra, sem dúvida seria essa. Inesquecível por vários motivos que vou aqui descrever. Nunca me diverti como o fiz. Espero que essas linhas sejam capazes de transmitir meus sentimentos daqueles dias que lá passei… Deguste!

Minokamo. Sexta-feira, 06:58

Após uma longa noite de trabalho, que parecia nunca acabar, encontrei-me com o camarada Marcel em sua casa. Pausa para uma ducha e checagem da bagagem. Mochilas, barraca, máquina fotográfica, ingressos… Tudo em ordem!! Saímos em direção à estação de Mino-ota. Caminhando e cantando e comendo uma maçã. Embarcamos no primeiro de muitos trens que estariam à nossa espera, rumo ao maior festival de música do Japão, o Fuji Rock Festival. Cansados e sem dormir, enfrentamos o empurra-empurra nos trens japoneses – pois é, parece mentira mas isso não é uma exclusividade brasileira – com muito espírito esportivo e empolgação. Uma hora e alguns minutos depois chegamos a Nagoya.

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A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke – Parte III

O DE LANGUENAU vira-se na sela e diz: “Senhor Marquês…”.
Seu vizinho, o pequeno, delicado francês, a princípio falara e rira três dias inteiros. Agora não sabe mais nada. Está como uma criança que quisesse dormir. Há poeira pousada na sua fina gola branca de renda. Não repara nisso. Descai lentamente na sela de veludo…
Mas o de Languenau sorri e diz: “Tendes uns olhos estranhos, Senhor Marquês… Certamente, sois parecido com vossa mãe…”.
Então, o francesinho torna a reanimar-se, e sacode a poeira da gola, e é como novo.

Todo carnaval tem seu fim…

Meses atrás veio a notícia: “Los Hermanos separam-se por tempo indeterminado”. Não sei por que, mas já me ocorrera que isso poderia acontecer mais dia, menos dia. Todos os indícios levavam a esse fim, uma vez que os seus integrantes tinham, a muito, co-projetos concomitantes à banda.

Em seu último CD, 4, ficou claro a ruptura musical existente entre Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo, cabeças do grupo. Leia o resto deste post »

A canção de amor e de morte do porta-estandarte Cristóvão Rilke – Parte II

Atendendo aos pedidos de minha grande amiga Bia Mayumi…

“Cavalgar, cavalgar, cavalgar, pela noite, pelo dia, pela noite. Cavalgar, cavalgar, cavalgar.
E a coragem tornou-se tão lassa e a saudade tão grande. Não há mais montanhas, apenas uma árvore. Nada ousa levantar-se. Cabanas estrangeiras agacham-se sequiosas à beira de fontes lamacentas. Em nenhum lugar uma torre. E sempre o mesmo aspecto. É demais, ter dois olhos. Só à noite, às vezes, pensa-se conhecer o caminho. Talvez à noite tornemos sempre a refazer a jornada que penosamente cumprimos sob o sol estrangeiro? Pode ser. O sol é pesado como, entre nós, em pleno estio. Mas foi no estio que nos despedimos. Os vestidos das mulheres brilhavam longamente sobre o verde. E agora há muito tempo que cavalgamos. Deve ser, pois, outono. Pelo menos lá onde tristes mulheres sabem de nós”

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